domingo, 4 de outubro de 2009

AUTÁRQUICAS...


As eleições Legislativas estão já concluídas e já se nota a promiscuidade resultante das campanhas eleitorais, repletas de preceitos demagógicos. Mas o que quero mesmo referir neste post, é a importância das eleições Autárquicas e a premência de uma ruptura e mudança, através do contributo reivindicativo do poder local.

As eleições Autárquicas são tão importantes como as Legislativas, pois não nos ilude-mos ao acreditar que seria possível um governo são e equitativo sem a participação directa e reivindicativa do poder local. As bases do poder governativo, podem e devem despender de poder interventivo nas questões económicas, de gerar e desenvolver as suas melhores qualidades de forma a minimizar e até mesmo mudar, as políticas que têm conduzido o país à total injustiça.
As autarquias são num regime centralizado, objecto de uma forte restrição do progresso, faltando assim as respostas e medidas às necessidades e anseios da população.
O poder local deve responder perante a imutabilidade do governo, frente às dificuldades especificas de uma localidade, resposta que apenas poderá surgir de quem discorda conscientemente com o actual Governo.
Não obstante não chega discordar, é também necessário apresentar soluções que permitam melhorar a vida das populações, um programa e coerência política sensíveis à realidade dos desfavorecidos, à precariedade, carências sociais, culturais e económicas.

CAMPANHAS ELEITORAIS AUTÁRQUICAS:
É evidente a materialização das interpretações precipitadas da opinião pública, já sobre variadas influências do poder central através das suas variáveis. É evidente a conveniência da antecipação das interpretações eleitorais, curiosamente sempre favoráveis aos mesmos. Mas acima de tudo, é evidente quem é que querem fora do jogo.
Uma campanha eleitoral deveria ser o principal meio de esclarecimento dos eleitores sobre as propostas programáticas do partido que a constrói, no entanto são as televisões que actualmente carregam tal responsabilidade.
Os debates, as tertúlias politológicas, as interpretações jornalísticas, são nitidamente potentissímas armas de campanha, decretam o fim dos partidos incómodos e subvalorizam os partidos dos seus congéneres, com o único propósito de beneficiarem economicamente -é campanha, embora suja-.
A CDU é hoje praticamente dada como morta pela comunicação social, não é um fenómeno novo, é simplesmente uma tentativa abrupta de eliminar o único poder político capaz de fazer frente aos favores e corrupção que tanto lhes beneficia. Não é por acaso que retratam as autarquias comunistas sempre pelos piores motivos, mesmo quando estes são total responsabilidade do Governo. Não é também por acaso, que a CDU não despende do mesmo protagonismo televisivo do que qualquer outro partido, ou quando despende é unicamente para denegrir.
A CDU representa definitivamente um perigo para aqueles que lhes convém uma sociedade injusta, uma sociedade com uma distribuição desequilibrada da riqueza nacional e uma sociedade onde os serviços básicos e fundamentais são negócio.

Este post não representa naturalmente um texto de esclarecimento sobre a CDU, é no entanto um apelo a quem estiver interessado em se informar livremente sobre esta alternativa, que na minha opinião foi e é a única viável. É a única força política que propõe conscientemente uma ruptura e mudança com as actuais políticas, que comprovamos serem prejudiciais para uma grande maioria dos portugueses. A CDU é para mim a alternativa única possível para uma vida melhor, mas isto é para mim.

O voto deve ser cumprido com consciência, mas acima de tudo com liberdade, pois não poderemos ser conscientes se não formos livres de conhecer de forma igual as várias possibilidades.

Votem pela consciência e não pela camisola.

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